terça-feira, 18 de novembro de 2008

El Dorado, cidade das lendas.

Saio as 10.00 e pela frente mais uns 400 km de estrada em direcção a Puerto Ordaz e Ciudad Guyana, transito caótico como sempre e com uma temperatura que teima em não baixar. Sou obrigado a passar pelo centro das cidades por não haver outra alternativa para a minha rota, mas é bom para o treino do pára-arranca. Chega-se ao ponto de não respeitar nada, nomeadamente a Polícia. Nos cruzamentos é aproximar, ver e arrancar. Não se pode perder tempo parado, senão derrete-se em cima da moto.
Saindo da cidade, começa a verdadeira viagem até o início de La Gran Sabana, isto é, El Dorado.
Durante o trajecto passo por Upata, Guanapo, Guasipati e El Callao, onde paro para comer e provar um pouco de "Casabe" e descansar.
Já que estou numa zona de “exploração” mineira, aproveito para visitar uma mina. Quando falo de exploração, refiro-me apenas as condições pouco humanas de trabalho e de segurança. Mas é assim a vida, infeliz e pouco grata para alguns.






A visita não foi nada de especial e inclusive fiquei um pouco arrependido por ter alinhado, não só pelo espectáculo mas também pelo tempo. Já são 15.00 e ainda me faltam uns 100 kms até o meu destino. Sigo por um atalho, uma pista de terra vermelha onde poupo alguns km perdendo algum tempo. Consegui captar esta espécie de cobra, com umas cores espectaculares.



Passadas duas horas chego a acampamento sugerido por Peter, o alemão de La Casita. O acampamento fica a beira do rio Cuyuni, tendo como pano de fundo uma ponte ao estilo Eiffel. Algumas bocas falam que foi o mesmo cavalheiro que projectou a famosa torre parisiense, outras desmentem a teoria dizendo que foi um engenheiro venezuelano que a concebeu durante o período de ditadura de Gomez. A mim pouco me interessa quem a construiu, apenas acho que a ponte é espectacular e que tem os dias contados. É uma pena que este património nacional se deteriore, é necessário conservá-lo para a história.


El Dorado, povoação feia e arruinada, terra de ouro, de contrabandistas oriundos da Guayana e do Brasil, berço da prisão mais emblemática da região, localizada no outro lado do rio. Foi baptizada com este nome devido ao boom ou a febre do ouro na região. Vieram de todos os cantos inimagináveis, alguns foram ficando mas outros partiram com riquezas, outros com ilusões, deixando a povoação como está agora, pobre e envelhecida.
Num dos dois acampamentos da região, o Encanto de Cuyuni, tudo é uma surpresa. Não há telefone, nem rede de telemóvel, internet nem se fala, luz até as 23.00, a água é filtrada do rio, comida nem vê-la e o centro da povoação a partir das 20.00 é um inferno. Dizem as más-línguas (ou as boas) que por aqueles lados e naquelas horas que até se matam pessoas. Nem hesitei… é preferível ficar sem comer. Indicaram-me o meu quarto, que mais parecia uma cavalariça com uma casa de banho medonha, baratas por todo lado e mosquitos devoradores. Tudo isto pelo preço de 80 BLF = 20 USD, ou se preferirem 14,00 EUR… um absurdo.


Valeu a pena conversar com o casal responsável pelo acampamento, a Rosangela e o José. Foram extremamente simpáticos e sensíveis nos aconselhamentos. Estive com eles até o corte de energia e durante esse período ouvi as histórias mais rocambolescas daquele lugar, nomeadamente o tráfico de diesel pelo rio até a Guyana, o suborno dos militares no postos de controlo espalhados pelas margens do rio, a venda de um bidão de combustível de 250 BLF por 600.000 BLF, a troca de ouro ou diamantes... enfim!
Mesmo assim a vida continua a ser bela, desabafa José… eu concordei com ele.
Depois de tudo o que vi e ouvi, sinto que tenho ainda muita sorte pela frente.

De Cumaná até Ciudad Bolívar.

Toca o despertador, já são seis da manhã, boa hora para partir até Ciudad Bolívar. A minha espera estão 415 km de estrada e conto fazê-la em 6 horas.
O percurso é no sentido inverso ao anterior, passando novamente por Puerto la Cruz em direcção a Barcelona, daí é só seguir o rumo para sul. Estão uns abrasadores 34º e nem ponta de nuvens a vista. A paisagem a partir de Barcelona é sempre a mesma. Passo por Anaco e por S. José, en El Tigre, onde se encontram as maiores refinarias de petróleo do país. A dividir as faixas de rodagem existe um Pipeline enorme com vários km de comprimento. As povoações são pequeníssimas e não existe grande comércio na beira da estrada, apenas umas cafetarias próximas das “alcabalas” ou postos de controlo. Apanhei este cavalheiro em pleno descanso... que buena siesta!


O melhor da viagem foram os últimos 75 km sempre em recta, apenas uma ligeira curva a esquerda para animar. Passo o rio Orinoco pela ponte Angostura e mais a frente o Aeroporto nacional Tomáz de Heres. Depois de vários enganos, finalmente o acampamento.

Fica retirado consideravelmente do centro da cidade. La Casita, um espaço muito agradável, absolutamente campestre, com amplos jardins muito bem tratados, com um “caney” ou choça para servir refeições e umas “churuatas” onde se penduram as camas de rede ou as “hamacas” por uma quantia simbólica.

O atendimento é muito familiar e afável e o dono, um alemão chamadode Peter é um passado… mas muito profissional. No caminho para o acampamento tive a minha primeira queda, nada de grave, porem a mala esquerda ficou um pouco danificada, aliás, o fundo saiu o que me levou a ficar mais um dia do que o previsto para consertá-la. A sorte foi ter toda a ferramenta necessária e depois de muita pancada, consegui pô-la no sítio. Tive de pedir ao Sr. Luís, o capataz da quinta, um berbequim e um “arrebitador” para fixar o fundo da caixa. È o que faz conduzir numa pista de areia com 400 kg de peso total. Mas valeu a experiência!
Montada a tenda debaixo de um abacateiro, por sinal com uns frutos deliciosos, desata a chover torrencialmente durante horas.

Alexandro e Lisandro

Falha a luz durante toda a noite e o gerador teima em trabalhar, dizem que é da humidade mas para mim parece ser da gasolina… e foi mesmo! Já com 15 litros de gasolina no depósito comprada com apenas 2,25 € (portanto por €0,15 € o litro), e com o gerador a 100 %, foi possível preparar a comida e servi-la no Caney. Comi um peixe do rio Orinoco, Lau Lau de nome, muito bem confeccionado e com um aspecto delicioso. Durante o jantar conheci um viajante alemão, Thomas, que falava fluentemente espanhol e se preparava para visitar o Salto Angel, considerada a maior queda de água do mundo com apenas 975 metros de altura… Uma aventura para custar 500 dólares com tudo incluído (refeições, viagem de avião ida e volta e muita emoção a mistura). Achei por bem não alinhar, não por ter medo das alturas, mas sim pelo budget. Fica para uma próxima oportunidade, seguramente.
Depois de uma noite bem dormida, tudo preparado para outra estiradinha, de Ciudad Bolívar até El Dorado.

sábado, 15 de novembro de 2008

Isla Margarita

Decido ficar mais uma noite na pousada e coloco o despertador para as 05.00.
Parece muito cedo mas ao contrário da Europa aqui o ritmo de vida entra em frenesim a partir das 05.30.
Chego ao porto para comprar o bilhete do Ferry e já encontro cerca de 50 pessoas a minha frente. Nestas travessias é conveniente chegar pelo menos com 2 horas de antecedência. Uma curiosidade na Venezuela: fazem-se filas para tudo, são as chamadas “Colas”. Em Caracas assisti a Colitas de centenas de pessoas para os transportes públicos, para os bancos, para tudo. É uma coisa é impressionante, não há stress nem discussões é tudo pacífico e as pessoas parecem viver numa estranha simbiose… Adelante!
No fim de quase duas horas de navegação, o Cacique III chega a tão aclamada Isla Margarita. Pensei que ao chegar ao porto deslumbraria com aquela linha de praias tropicais de água azul-turquesa e de areia branca muito fina. Pensava, mas enganei-me redondamente.
Qual o meu espanto a chegada… um pequeno porto todo desarrumado e sujo distanciado 35 km do centro mais movimentado, Porlamar.
Imediatamente negociei o preço dum táxi nos chamados “Piratas”, 25% mais baratos do que os oficiais mas com segurança e higiene equivalentes. O pirata Amauro serviu de guia e deu-me umas dicas importantes e disse-me que a ilha estava fortemente militarizada mas que os turistas corriam sérios riscos de serem assaltados nalguns locais quentes. Ouvidas as tais dicas quase que deu vontade de voltar para trás e embarcar para Cumaná no ferry das 14:00.
Quando cheguei a Porlamar…bem, só visto! Um caos total de comércio e transito, nada mais do que lojas e mais lojas abarrotadas de funciónarios.. vendem de tudo e ao mesmo tempo não vendem nada.

Nos passeios os chamados “Buhoneros” ou vendedores ambulantes ocupam o mínimo metro quadrado disponível, passando os peões a circular quase na estrada.
A forte militarização da ilha passa por meia dúzia de polícias de trânsito com umas Mountain bikes a fazer umas rondinhas e a multarem os infractores de estacionamento em dupla fila… impressionante! Os sinais vermelhos, os telemóveis, os cintos de segurança, entre outras infracções não são vistas pelas autoridades… mas não é só nesta ilha, no continente é bem pior!


Depois de tamanho susto em Porlamar decido mudar de trajecto perguntando a umas pessoas se por ai pertinho havia alguma praia decente. Houve uma senhora que me explicou que existia uma praia muito famosa chamada de Playa de Agua. Aceitei a dica, entrei num táxi, negociei o preço, arrancamos tranquilamente e passada 1 hora estou na tal praia a 52 km de distancia de Porlamar.


De facto valeu a pena andar mais de 100 km para desfrutar duma praia limpa e muito confortável. Nesta praia está situada uma corrente de pequenos hotéis sendo fortemente visitadas por turistas, principalmente europeus.


Passadas umas horas regresso ao porto para descansar no barco até Cumaná, só que foi impossível. O ar condicionado estava avariado e deviam de estar seguramente uns 15º dentro da cabine. Foi só reclamações mas não havia nada a fazer.


Chegando a pousada e com as contas bem feitas não valeu muito a pena conhecer a ilha, nomeadamente Porlamar… uma verdadeira desordem e desilusão.

De Puerto Piritu até Cumaná…

Depois de um pequeno almoço substancial, tipo 3 em 1 e com a moto já preparada para partir, decido mudar o trajecto, isto é, passo por Barcelona mas não fico, prefiro pernoitar em Cumaná numa pousada muito simpática e asseada cuja proprietária, uma senhora austríaca com o nome de Rosa foi extremamente cuidadosa comigo, desde a explicação de como chegar até lá (Posada Bubulinas) como também nalgumas dicas de alojamentos e estradas a seguir… uma pessoa extraordinária com uma experiência de viagens e de vida muito singulares.

Falamos sobre mergulho e ela recomendou visitar Mochima, um pedaço de costa a sudoeste de Cumaná, na estrada para Puerto Ordaz.

A largo da praia existem uns ilhéus com uma vegetação muito densa onde o mergulho tem papel preponderante na subsistência do local mas depois e alguns dedos de conversa, mudo a minha rota e decido visitar a Isla Margarita… ponderei a hipótese de visitar o arquipélago de Los Roques mas achei por bem não fazê-lo… só por uma questão monetária. A viagem de ida e volta com alojamento e mergulhos, não contando com refeições e bebidas poderia rondar uns 800 dolares em apenas 3 dias.

Carregando a moto e agilizando a partida.

Agora é que tudo se complica, acho que tenho material a mais e pouco espaço disponível para transporta-lo, mas encontrei uma solução prática … vou deixar o equipamento de inverno juntamente com os guias da América central e do norte e quando precisar deles peço a Sr. José para envia-los para a Argentina… muito simples!

São menos uns kg mas acima de tudo, menos volume.

Já tinha preparado os pesos das malas laterais e dos sacos estanques e tive também o cuidado de testar a moto em Portugal.
Aproveitei o dia de Domingo antes da partida e fui até o Santuário de Nossa Senhora de Fátima pedir protecção para a minha família durante a minha ausência e uma extra-protecção para mim… e bem preciso dela!


Mas uma coisa é as malas laterais e outra é o equipamento completo, falo à vontade do dobro do peso e volume e como não tenho grande prática de condução de pesados, foi um pesadelo sair de Caracas.

Muito transito, muito calor, muito peso e muito espírito de sacrifício foram mais do que suficientes até a adaptação. Deixa-se de sentir a direcção e até parece que vamos com a roda dianteira a “roçar” no chão qual quilha de barco a navegar no rio!
A primeira paragem foi no Centro Português onde aproveitei para entregar uns “recuerdos” da minha Cidade e uma t-shirt do projecto argentinalaska (apoio da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira).
A recepção foi muito estranha e estava tudo com ar de desconfiado, se calhar pensavam que passei por lá para pedir algum patrocínio ou coisa parecida.
Não estava ninguém da direcção, apenas uns funcionários da secretaria que aproveitaram os Celulares e registaram o momento, talvez para mostrar mais tarde a alguém de direito, deduzo!
Após meia hora chega o presidente onde me cumprimenta desejando boa viagem e num ápice desaparece sem deixar rasto… nem as instalações cheguei a conhecer… já começou assim? Fantástico!
Aproveitei o parque de estacionamento coberto por ser mais fresco (devia de estar uns 34º, seguramente) para tirar tudo o que tinha encima da moto para voltar a “estivar” a carga de outra forma. Depois da carga amarrada fomos convidados por um funcionário do centro a abandonar as instalações por não sermos sócios e por não termos autorização… um autêntico disparate.
Ficou demonstrado o lado negro do espírito português e tenho a certeza que se fosse do Funchal, do Machico ou do Curral das Freiras até fanfarra e churrasco tinha direito, mas está tudo bem… não guardo ressentimentos!

De trouxas aviadas fui conduzido pelo Sr. José pela Cota mil, uma via de cintura externa que circunda Caracas, até a saída da cidade e depois de uma forte e sentida despedida lá vou eu em direcção a Barcelona, isto por volta das 12.00 horas. A sensação é agradável, o ar é quente e a condução uma anarquia. O trânsito a entrada das cidades é caótico e o tempo fica escasso para chegar ao destino. Opto por ficar numa povoação chamada de Puerto Piritu que fica a uns escassos km de Barcelona. O contador apontava 280 km e já passava das 17.00. Como não é conveniente circular a noite decidi ficar num hotel situado a lado da estrada numa colina, com uma vista espectacular e um preço assustador.

Depois de explicar o meu projecto e de “marralhar” o preço até exaustão, lá conseguiram reduzir o preço para metade. Mesmo assim achei pavoroso mas como não tinha outra opção e tendo em conta que existia um local seguro para deixar a moto aceitei a oferta e fiquei. Valeu mesmo a pena. O pessoal do hotel foi impecável e até me ofereceram umas cervejas… gente boa! Eco Inn – Hotel José – Puerto Piritu.

Chegada a Caracas.

Foi uma chegada bastante pacífica com a vantagem de saber que tinha a minha espera uma pessoa brilhante, que além de considerar como família de coração, viria a ser uma peça fundamental no despacho da papelada na aduana e no levantamento da moto.
Um cumprimento muito especial a Sr. José pela paciência e tempo perdido, a D. Emília e as suas brilhantes e queridas meninas, Carina e Fabiola por todo o apoio prestado, pela rica comidinha que tantas saudades tenho e pela hospitalidade no alojamento e sobretudo pelos banhos quentinhos (coisa muito rara por estas paragens).

O desembargo viria a ser um processo complexo e com toda a razão. Aqui tudo é feito de uma forma lenta, por vezes com pouca informação mas apesar de esta “desorganização” tudo se resolve com paciência e tempo.
É necessária uma exportação temporária ou autorização de circulação (deram-me uma com validade de 30 dias) e um documento traduzido a letra, chamado de juramento de bens, que é nada mais do que uma prova de que todos os equipamentos que transporto não se destinam a venda, apenas ao uso.

Somado o tempo, os impressos, as inúmeras fotocópias, entre outros pormenores menos importantes deu um resultado de aproximadamente 50 € de gastos, de facto bastante aquém do que tinha previsto… ainda bem!

A Preparação.

De facto organizar um tipo de viagem como esta, exige muito de nós. Os pormenores de preparação parecem infindáveis, desde os rolamentos da moto até ao kit de costura tudo é visto ao pormenor e por vezes ficamos com a sensação que nos vamos a esquecer de alguma coisa e quando esquecemos é sempre aquilo que nos faz mais falta.


Ja me tinham avisado que após uma semana colocava metade das coisas dentro de uma caixinha e como é óbvio, enviava pelo correio para Portugal.



A logística já está concluida e agora falta o mais importante… o envio da moto para Caracas.


Depois de tudo tratado com o Paulo Azeredo da Eurolis, que desde já envio uma palavra de agradecimento pelo esforço que aplicou durante todo o processo “burocrático”do empacotamento da moto e do equipamento (406 kg), resta só comprar o bilhete de ida e partir para a odisseia tanto ansiada por mim.






sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Cinco meses depois...

Santiago, mas afinal de contas qual é o significado da tua viagem?
É a pergunta corrente dos mais curiosos...e dos mais cépticos!
Eu explico:
"O projecto argentinalaska é sobretudo a concretização de um sonho do passado...
É uma viagem de auto-conhecimento com a vontade de desfrutar a beleza da vida com o deslumbramento de cada nova fronteira, saboreando as surpresas em cada paragem, interagindo nas diversidades dos outros povos.
O desafio, é percorrer o continente Americano, desde a sua parte mais austral, Ushuaia (Argentina), até ao círculo polar ártico em Prudhoe Bay (Alaska).
Pretendo partir no dia 01 de Novembro de 2008 e durante 400 dias vivenciar o máximo possível, todos os países por onde irei passar, em busca das grandes manifestações culturais do imenso, misterioso e intrigante continente.
Esta viagem será realizada em quatro etapas, com o objectivo de explorar a incrível variedade de ambientes e culturas, que irão tranformar este projecto numa experiência única, numa rota de 70.000 km, que atravessa de Sul para Norte todo o planeta."
E no final da explicação, num tom incrédulo eles respondem... de mota? sozinho?...és mesmo doido !
Portanto doido significa...
adj.,
que tem falta de juízo; as vezes
que perdeu ou nunca teve a faculdade de raciocinar; duvido
louco, alienado; quando é preciso
insensato, imprudente; pouco provável
s. m.,
temerário; absolutamente
estouvado, leviano; leviano?
adj.,
extravagante; nunca
encantado, satisfeito; eternamente insatisfeito
entusiasmado; sempre
arrebatado; raramente
"Não tento explicar às pessoas porque ando de mota! Para as que compreendem, nenhuma explicação é necessária! Para as que não compreendem, nenhuma explicação é possivel!"